Verdades

 

Dilma x Temer.
Golpe x Impeachment.
Bolsonaro x Jean Willys.
Esquerda x Direita.
Lula x FHC.
Cardoso x Moro.
PT x PSDB (ou PMDB, vai saber…)
Progressistas x Reacionários.
Comunistas x Capitalistas.
Feministas x Machistas.
Brancos x Negros.
Ateus x Religiosos.
John Lennon x Paul McCartney (a essa altura, vale tudo…)

Enfim, as redes sociais, principalmente no Brasil, viraram um grande palanque, quase um ringue, onde todo mundo defende a sua verdade. Mas será que é verdade mesmo? Nietzsche disse: “o que é a verdade? Inércia. Uma hipótese que satisfaz, que exige o consumo mínimo de força intelectual”. O romancista Umberto Eco afirmou que “nem todas as verdades são para todos os ouvidos” enquanto cinicamente Joseph Goebels, ministro da propaganda do III Reich cunhou e levou às últimas consequências seu mantra: “uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade.”

Enfim e por fim, como acredito realmente que “os fatos são como os sacos; quando vazios não se têm de pé.”, frase do dramaturgo Luigi Pirandello, não estranhem se meus comentários escassearem no Facebook, Twitter e Google+, entre outros, até que o fenômeno social conhecido como “efeito manada” tenha amainado por aquelas bandas.

Mas, se porventura conseguirem transformar tudo em um Orkut de luxo, não contem mais comigo. Possivelmente, fui ver, literalmente, se estou na esquina…

Pintura: “Povo Brasileiro” de Tarsila do Amaral (1933)

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Aqui acreditamos no artigo 12 da “Declaração Universal dos Direitos Humanos: “Ninguém será objeto de ingerências arbitrárias em sua vida privada, sua família, seu domicílio ou sua correspondência, nem de ataques a sua honra ou a sua reputação. Toda pessoa tem direito à proteção da lei contra tais ingerências ou ataques.”

Aliás, esse post é só para lembrar que hoje, 28 de janeiro, é o “Dia Internacional da Privacidade”.

Ódio nas redes sociais

A edição de maio da revista Info traz uma oportuna reportagem sobre a agressividade nas redes sociais. Ofensas, preconceitos e bullying são encontrados cada vez mais nos comentários. Apropriadamente intitulada de ”Ódio.com”, a matéria traz depoimentos de usuários, personalidades, psicólogos, advogados e mostra como empresas como o Facebook e o Twitter lidam com esse comportamento.

Segundo a revista, “nos grandes portais, boa parte das notícias publicadas é imediatamente respondida com opiniões preconceituosas que muitas vezes não têm nenhuma relação com o tema da reportagem. O cenário é ainda pior nas redes sociais, com seu constante estímulo a opinar sobre tudo, a qualquer momento, sem uma análise racional sobre os assuntos comentados”.

E mais: “a necessidade de comentar e de ter opiniões fortes sobre todos os assuntos pode ser resultado de um desiquilíbrio em sua vida social. Como é difícil falar diretamente com um político ou com uma celebridade, a web faz o papel de ponte. (…) Na internet, a pessoa tem a ilusão de resolver problemas com os quais não consegue lidar na vida real, por falta de coragem ou de autoridade”.

Quem tem blogs conhece muito bem esse problema: basta publicar alguma coisa sobre um tema polêmico como aborto, religião, futebol ou, principalmente política, para ficar sujeito a críticas quase sempre sem embasamento, patrulhamento ideológico de diversos matizes e até mesmo xingamentos e ameaças!

Tem saída? Bom, nos blogs existe a função moderação, que só permite a publicação do comentário após sua aprovação pelo autor da postagem. Ofensas gratuitas, opiniões homofóbicas, racistas, misóginas, spam descarado ou simples trolagem são devidamente deletados na raiz. Esse, aliás, é um dos defeitos das redes sociais: as pessoas escrevem sem pensar e acabam dando vazão a um lado da personalidade que não é mostrado na vida real.

É bom lembrar que a lei brasileira pune esse tipo de comportamento e as próprias redes sociais possuem instrumentos para coibir (e até banir) seus usuários mais exaltados (ou antissociais mesmo). A justiça tem sido acionada em casos de injúria e perseguições e o Congresso aprovou a chamada lei Caroline Dieckman, tipificando os chamados delitos ou crimes informáticos.

A questão que a reportagem deixa em discussão é até onde chegará todo esse ódio. Será que essas discussões insanas não acabarão afastando os criadores de conteúdo, desqualificando um serviço tão útil?