Luzes da cidade

Foto: Carlos Emerson Junior

As luzes da cidade enganam. Iludem. Mentem. Zombam. À noite todos os gatos são pardos e as cidades podem ser uma Paris. Para perceber uma cidade como ela é, feche os olhos. Ou, como o poeta norte-americano Wallace Stevens escreveu, “jogue fora as luzes, as definições. Diga o que você vê na escuridão“.

É isso, meus caros, as luzes da cidade enganam.

Primavera

São 15:56 horas e o termômetro aqui de casa, cuidadosamente instalado e protegido no quintal marca 28.5º, como vocês podem conferir na foto abaixo. Venta muito, tipo rajadas, o ar está mais seco mas duvido muito que a temperatura aqui na Urca tenha passado muito dos 30º. Para quem acordou ouvindo toda a mídia trombetear que a cidade ia arder sob um sol inclemente, podendo chegar aos 42º, ficou de bom tamanho.

Não sei como está o tempo na zona oeste, onde a temperatura costuma, literalmente, explodir. Imagino que esteja muito quente e fico pensando na turma que já está curtindo, in loco, o Rock in Rio. Faz parte. Já aqui em casa, hoje pela manhã fomos à feira tomar caldo de cana, caminhada tranquila pela sombra das árvores que protegem da inclemência do sol. Na praça, flores roxas pareciam nos dar boas vindas.

Não resisti, parei de escrever e saí para fotografar o entardecer. O mar encrespado, empurrado pelo vento, flores brotando em simples jardins de ruas, a tarde tépida e preguiçosa chegando ao fim, mureta já cheia de gente antecipando o final da semana. Decididamente a primavera chegou. Pena que trouxe o verão…

Fotos: Carlos Emerson Jr.

Sábado no Lavradio

Tá bom, parece coisa de gente sem noção, mas eu explico: todo o primeiro sábado de cada mes é dia da Feira Rio Antigo, na histórica e mais que bicentenária rua do Lavradio, no centro da cidade, aberta por ordem e graça de Luis de Almeida Portugal Soares de Alarcão Eça e Melo Silva e Mascarenhas, o Marques do Lavradio, Vice-Rei do Brasil nos anos de 1769 a 1779. Aliás, foi a primeira rua residencial do Rio.

A feira de antiguidades, artesanato, cultura e culinária é um programão, recomendadíssimo para essa época do ano, quando o calor dá lugar a uma agradável e tépida temperatura. Rodamos a feirinha de cima para baixo e vice-versa, ao som de músicos de jazz, capoeira, samba e chorinhos. Rendeu uma mesinha de centro no estilo palito dos anos 60 para a nossa sala, uma placa de bicicleta estilizada e cerca de duzentas fotografias para o blog e futuros artigos, principalmente dos casarões lindamente conservados.

Um passeio imperdível, principalmente para cariocas como eu. Mais informações aqui.

Fotos: Carlos Emerson Junior