Fogo!

O inverno aqui na serra fluminense é muito frio e seco. Quando o mês de setembro chega, as matas, nascentes, riachos, animais e humanos estão de olho no céu, esperando uma nuvem que traga um pouco de chuva para aliviar a estiagem e dificultar a propagação dos inevitáveis incêndios florestais.

No final da tarde da última quinta-feira, dia 9, percebemos a fumaça. Rapidamente o fogo surgiu, crepitando e avançando em direção à algumas casas e ameaçando atingir as torres de transmissão de energia para o interior do estado e Minas Gerais.

Carlos Emerson Jr

Os bombeiros chegaram rapidamente, mas um inimigo poderoso, o vento, surgiu do nada, espalhando as chamas para o lado oposto ao do nosso condomínio, onde a floresta é contínua e muito extensa. A situação era grave e um reforço foi pedido. Seis ou sete viaturas de guarnições até de cidades vizinhas chegaram, isolaram o fogo que foi considerado apagado por volta da meia-noite.

Em setembro de 2011 assisti “pela janela” de casa um incêndio semelhante, mas na parte alta da rua onde moro, com o fogo chegando nos quintais das poucas casas que ali existiam na época. Foi durante o dia e encheu o apartamento de fumaça, fuligem, insetos e bichinhos em fuga, uma tristeza. Como agora, ninguém se machucou ou teve danos materiais.

Mas a mata… Dá vontade de chorar. Ainda bem que a natureza consegue curar suas feridas e, espero, a mata logo, logo estará bela e imponente.